quarta-feira, 14 de novembro de 2018

FAESP pede prioridade do Seguro Rural



Em ofício encaminhado ao Congresso Nacional - Câmara e Senado - o Presidente da FAESP - Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo, Fábio Meirelles, afirma que o Seguro Rural deve ser colocado no cerne da política agrícola brasileira, como forma de proteger os agricultores contra os principais riscos da atividade rural: climáticos e de mercado.

No documento, defende a elevação progressiva do orçamento do PSR - Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural, uma vez que é o principal instrumento de fomento do seguro rural no país. A FAESP argumenta que os recursos efetivamente aplicados no Programa são sistematicamente reduzidos e/ou contingenciados, além de comumente serem previstos, na peça orçamentária, em montante inferior ao anunciado pelo Governo Federal por ocasião do lançamento anual do PAP - Plano Agrícola e Pecuário.

O Projeto de Lei N° 27-2018-CN, originariamente numerado como N° 783/2018, que trata do Orçamento para 2019, está tramitando no Congresso Nacional com previsão R$ 450 milhões para o PSR, o que significa R$ 150 milhões a menos do que o anunciado no lançamento do PAP 2018/19, no começo de junho de 2018.

Em virtude dessa discrepância, foi apresentada uma emenda pelo Dep. Sérgio Souza, já aprovada pela CAPADR - Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, para recompor o orçamento inicial de R$ 600 milhões para o PSR em 2019.

Agora, ressalta o Presidente da FAESP, é preciso dar sustentação a essa emenda, com a aprovação pelo relator setorial e relator geral na Comissão Mista de Orçamento (CMO), com posterior aprovação pelo Congresso Nacional. Diante desse fato, a FAESP pleiteia gestões e o apoio dos membros do Legislativo para a manutenção dessa emenda e aprovação dessa importante demanda da classe produtora rural no Congresso Nacional. E, conclui: com seguro rural mais abrangente, a agropecuária brasileira estará mais protegida, será mais forte e competitiva.

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Setor leiteiro quer mudanças nas legislações

Foto: Hyanne Patricia

Texto: Célia Moreira – Faesp/Senar

As legislações voltadas à cadeia produtiva do leite têm por principal intuito definir as normativas para uma produção que garanta qualidade e sanidade do alimento. Neste sentido, é imprescindível a participação do setor produtivo na construção dessas normativas, uma vez que o produtor é o principal afetado e é ele quem conhece a realidade do campo. Para Wander Bastos, Coordenador da Comissão Especial de Bovinocultura de Leite da FAESP "ter a oportunidade de participar da construção de políticas públicas que melhorem a vida dos produtores e viabilizem novos negócios é um ganho para todo o setor."

Cita entre os entraves mudanças às consultas públicas, nº 38 e nº 39, da Instrução Normativa nº 62/2011, que visam modernizar padrões de qualidade e sanidade do leite. Ressalta que produtores e a indústria de laticínios enviaram ao governo sugestões de alteração das normas, mas apenas 11 das 31 foram aceitas pelo Ministério. Uma das propostas foi para o artigo 25º da portaria 39, que trata do processo de transvase. No texto original, o carro-tanque utilizado na coleta do leite cru, na propriedade rural, deve ser higienizado após cada transferência do leite, que inviabilizaria o processo para a indústria.

Também como sugestão dos produtores, alterações no artigo 42º da portaria 39. O dispositivo do texto original prevê que o técnico da indústria deve ser capacitado apenas pela Rede Brasileira de Laboratórios de Controle de Qualidade de Leite (RBQL).

Regulamentos menos burocráticos e mais dinâmicos são pleitos do setor produtivo, que quer migrar da condição de provedor de commodity para transformador, agregando valor e qualidade aos produtos. Wander afirma, que "além das portarias do MAPA, o setor produtivo participa também das discussões de políticas públicas no campo da agroindústria, o que é uma excelente alternativa para o produtor agregar valor ao leite, seja na produção de queijo e outros derivados, consequentemente incrementando sua renda".

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Concessão Outorga do Rio Piagui

Representantes das entidades envolvidas mostram placa da Outorga durante abertura da LeiteShow 2018. Foto: Wilson Silvaston

Durante abertura da LeiteShow 2018, o secretário de agricultura e abastecimento de São Paulo, Francisco Jardim, anunciou a concessão da Outorga de uso da água na Microbacia Hidrográfica do Rio Piagui, que conta com articulação da CATI Regional Guaratinguetá, junto ao Departamento de Águas e Energia Elétrica – Bacia do Paraíba do Sul e Litoral Norte (DAEE/BPB) e a Prefeitura Municipal de Guaratinguetá, por meio do Projeto Microbacias II – Acesso ao Mercado.

O documento, publicado em 18 de outubro no Diário Oficial do Estado, concede o uso da água aos produtores dos bairros da Colônia do Piagui e dos Lemes, abastecidos pelo Rio Piagui, beneficiando inúmeros proprietários rurais de uma área de aproximadamente 1.300 hectares e trazendo mais segurança hídrica para a produção de alimentos. 

Segundo o Secretário Municipal de Agricultura, Julio Ramos, trata-se de uma área de extrema importância para o município e a região. “Nesse perímetro irrigado são produzidos alimentos para abastecer, anualmente, mais de 150.000 pessoas”.

Para Rodolfo Kodel Neto, presidente da Coopavalpa, os produtores necessitavam há anos desse instrumento abrangente para legalização pelo uso da água do Piagui. “Então agora é o momento de comemorar”. 

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Festas de fim de ano já têm datas definidas

Festa dos Produtores Rurais de 2017, em Lagoinha

Final de ano chegando e com ele as merecidas confraternizações dos produtores e trabalhadores rurais de Guaratinguetá, Cunha e Lagoinha da Associação Agropecuária e Sindicato Rural. Os convites já estão disponíveis, confira as datas e locais das festas e retire o seu em um de nossos escritórios até dia 29 de novembro.

Confraternização dos Produtores Rurais em Cunha (Festa Itinerante) 
Data: 01/12 - 19h 
Local: Fazenda Capiberibe. - Rod. Ignácio Bibiano do Reis, km 01

Confraternização Dos Trabalhadores Rurais 
Data: 06/12 – 18h
Local: Auditório da Associação e Sindicato – Guaratinguetá

Confraternização dos Produtores Rurais do Sindicato Rural de Guaratinguetá 
Data: 08/12 – 18h 
Local: Recinto De Exposições Manoel Soares De Azevedo – Guaratinguetá

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Palestra esclarece dúvidas sobre e-Social

José Conrado durante palestra. Foto: Hyanne Patricia

A fim de esclarecer as dúvidas dos produtores rurais sobre a implantação do e-Social (Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas), o Sindicato Rural de Guaratinguetá recebeu, no dia 24 de outubro, o advogado e coordenador de Arrecadação do SENAR/SP, José Conrado, para uma palestra gratuita.

Desde o início do ano, Micro e Pequenas Empresas (MPE) optantes do Simples Nacional, Microempreendedores Individuais (MEI) e empregadores rurais, precisam se cadastrar no e-Social (Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas). 

Idealizado pelo Governo Federal, o projeto integra o Ministério do Trabalho, Caixa Econômica Federal, Secretaria da Previdência, INSS e Receita Federal, e tem o objetivo de unificar eletronicamente as informações que as empresas têm de prestar sobre seus colaboradores ao fisco.

“Diferente de outros sistemas que aceitam toda e qualquer informação, o e-Social não irá permitir isso, porque o que o governo busca é a melhoria da qualidade das informações prestadas”, destacou José Conrado durante palestra.

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Palestra: e-Social e a segurança do trabalho

No dia 22 de novembro, a Associação Agropecuária de Guaratinguetá promove a palestra gratuita “Gestão de Saúde e Segurança do Trabalho com Foco no e-Social”, ministrada pelo engenheiro de segurança do trabalho e diretor da Engerseg (Engenharia de Segurança do Trabalho), Gerson Luís de Carvalho, a partir das 19h, na sede da Associação. 

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

LeiteShow 2018 reforça qualidade da pecuária leiteira do Vale


No topo da produção leiteira do estado de São Paulo, com mais de 212,7 milhões de litros de leite produzidos em 2017, segundo dados da CATI (Coordenadoria de Assistência Técnica Integral) e do Instituto de Economia Agrícola (IEA), o Vale do Paraíba se destaca no setor pela qualidade dos animais e empenho dos produtores. 


Por exercer essa importância na pecuária leiteira, a região recebeu mais uma vez a LeiteShow, evento que aconteceu entre os dias 24 a 27 de outubro, no Recinto de Exposições de Guaratinguetá, com presença de grandes animais das raças Jersey, Holandês e Girolando de várias partes do Brasil. 

Campeã Suprema da LeiteShow 2018

Mais de 500 animais participaram da exposição, que já se destaca como uma das principais do país. O evento representou a última etapa do Circuito Nacional da Raça Holandêsaç Etapa do Circuito Nacional da Raça Jersey e Circuito MegaLeite Etapa Sul/Sudeste da Raça Girolando – GIROVALE (Núcleo dos Criadores de Girolando do Vale do Paraíba), com o Julgamentos da Raça Girolando 1/2 Sangue, 3/4 e 5/8. 

Campeã Suprema Jovem da LeiteShow 2018

A programação da LeiteShow também contou com feira agropecuária, com a exposição de produtos e equipamentos; praça de alimentação e palestras ministradas por profissionais da área nacional e internacional no segmento de gado de leite. Veja os resultados das categorias no site www.leiteshow.com.br.

A Associação Agropecuária e o Sindicato Rural de Guaratinguetá são apoiadores da LeiteShow 2018. 

"Nós da Cooperativa Serramar estamos honrados e muito satisfeitos com o sucesso e qualidade da LeiteShow 2018! A segunda edição da ExpoNacional trouxe o que temos de melhor no Brasil para Guaratinguetá, tanto em qualidade de animais quanto em novidades tecnológicas! Em nome da comissão organizadora agradecemos a todos parceiros, participantes e visitantes por mais este sucesso de evento!" Pedro Guimarães – Presidente da Cooperativa de Laticínios Serramar


Veja mais fotos no Facebook da Associação Agropecuária e Sindicato Rural de Guaratinguetá.

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Recomendações FAESP sobre a 2ª fase de vacinação contra Aftosa


A partir de 1º de novembro, a maior parte dos estados brasileiros vai iniciar a segunda etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa. Serão imunizados os animais com até 24 meses. Apenas o Acre, Espírito Santo, Paraná e parte de Roraima (reservas indígenas Raposa Serra do Sol e São Marcos) vacinarão todo o rebanho (jovens e adultos). "Precisamos desenvolver uma ação emergencial para que a retirada da vacinação se concretize em pouco tempo, pois o pecuarista é muito onerado com os custos da vacinação, afirma Thyrso Meirelles, pecuarista e vice presidente da FAESP- Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo. Acrescenta que a redução do uso da vacina, a partir do ano que vem,"trará economia de R$ 44 milhões ao Estado de São Paulo, que está sem foco da doença desde 1996".

Afirma que a FAESP e o CNPC, há cerca de cerca de três anos, promovem campanhas, palestras, reuniões alertando para providências necessárias, visando reduzir prejuízos aos criadores de São Paulo e do Brasil."Agora, mesmo com o Brasil começando a retirar a vacinação, assim como outros países da América do Sul, está sendo criado o Banco de Vacinas e Antígenos (Banvaco). Sob a coordenação do Centro Pan Americano de Febre Aftosa (Panaftosa), o Banvaco terá estoques estratégicos de vacinas aos quais os países poderão recorrer em caso de eventuais emergências sanitárias".

Afirma que a FAESP e o CNPC com a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Paraná- FAEP- têm desenvolvido um trabalho conjunto para que, realmente, se efetive a retirada da vacinação, num curto espaço de tempo. "Precisamos trabalhar em conjunto para uma solução rápida com este objetivo, pois será uma conquista de inestimável valor paras todos os pecuaristas".

O Brasil é considerado livre da aftosa com vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). O estado de Santa Catarina, que não vacina o rebanho desde 2000, é reconhecido, desde 2007, como área livre da doença sem vacinação. O país não apresenta um foco da doença, desde 2006, e estudos do Centro Pan-Americano de Febre Aftosa (Panaftosa) mostram que o gado pode prescindir da vacina, após cinco anos. Com base nesses dados, a FAESP vem defendendo aos órgãos competentes a antecipação do status de área de livre aftosa sem vacinação. ?A cautela é importante, mas há formas eficientes de controle, sem esse custo anual que ultrapassa R$ 300 milhões e recai todo sobre o pecuarista - isso apenas na compra de vacinas" defende Meirelles.Fundos emergenciais

A FAESP pretende apresentar a criação de um fundo privado, com fins indenizatórios e educacionais, seguindo os exemplos dos estados de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás. A reserva seria destinada às ações emergências de isolamento, em caso de foco, além de programas de capacitação estadual. A proposta já foi discutida entre as Comissões Técnicas e Especiais da Federação.

Atualmente, São Paulo registra um rebanho de 10,46 milhões de cabeças, segundo os números do Instituto de Economia Agrícola (IEA). Isso significa que, se o tamanho do rebanho se mantiver, os pecuaristas do estado gastarão R$ 62,76 milhões, até 2021, apenas com vacinas, sem contar o custo de equipamentos e da contratação de técnico.

"A nossa primeira vitória foi em acordo com a Secretária da Agricultura e Abastecimento de São Paulo, com forte apoio da CDA, quando convencemos o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - MAPA para alterar o calendário de vacinação contra aftosa no Estado de São Paulo".

Conta que o gado adulto passou a ser vacinado em maio, ao invés de novembro, com isso a incidência de abortos na Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) caiu de 16% para apenas 4%. "Na sequência, tivemos uma segunda vitória, quando conseguimos a alteração do volume de dose da vacina, de cinco ml para dois ml, para reduzir a ocorrência de abscessos que causavam perdas de vários quilos nas carcaças, durante a toalete no abate?. Esta redução é resultante da retirada do vírus C e permitirá a retirada da saponina da formulação em benefícios aos criadores".

Alerta que, em breve, as entidades esperam pela retirada da vacinação contra a aftosa, a nível nacional, o que trará grandes benefícios e também novos acessos a mercados internacionais, mais remuneradores. 

Conforme estimativas da Divisão de Febre Aftosa (Difa) do Mapa, em 2018 deverão ser utilizadas 337.713.800 doses de vacinas; em 2019, serão 308.235.501; em 2020, 269.395.197; em 2021, 155.118.834. Com a redução do uso da vacina, a partir de 2019, a economia será de R$ 44 milhões; em 2020, de R$ 102 milhões; em 2021, de R$ 274 milhões e, em 2022, de R$ 506 milhões, alcançando quase R$ 1 bilhão, sem contabilizar os gastos com o manejo envolvido na vacinação (mão de obra, cadeia de frio, transporte e outros).

PNEFA
O Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA 2017-2026), dividiu o país em cinco blocos de estados para a retirada completa da vacinação no país.
Pelo cronograma, a suspensão da vacina será feita da seguinte forma: 2019/2: Bloco I - região amazônica: Acre, Rondônia e Paraná; alguns municípios do Amazonas e do Mato Grosso; 2020/2: Bloco II - região amazônica: Amazonas, Amapá, Pará e Roraima; 2020/2: Bloco III - região Nordeste: Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte; 2021/2: Bloco IV - região central: Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Sergipe e Tocantins; 2021/2: Bloco V -região Centro-Sul: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Mesmo com o Brasil começando a retirar a vacinação, assim como outros países da América do Sul, está sendo criado o Banco de Vacinas e Antígenos (Banvaco). Sob a coordenação do Centro Pan Americano de Febre Aftosa (Panaftosa), o Banvaco terá estoques estratégicos de vacinas aos quais os países poderão recorrer em caso de eventuais emergências sanitárias.

Cuidados com a vacinação

  • Compre as vacinas somente em lojas registradas.
  • Verifique se as vacinas estão na temperatura correta: entre 2° C e 8° C.
  • Para transportá-las, use uma caixa térmica, coloque três partes de gelo para uma de vacina e lacre.
  • Mantenha a vacina no gelo até o momento da aplicação.
  • Escolha a hora mais fresca do dia e reúna o gado. Mas lembre-se: só vacine bovinos e búfalos.
  • Durante a vacinação, mantenha a seringa e as vacinas na caixa térmica e use agulhas novas, adequadas e limpas. A higiene e a limpeza são fundamentais para um bom resultado.
  • Agite o frasco antes de usar e aplique a dosagem certa em todos os animais: cinco ml. O lugar correto de aplicação é a tábua do pescoço, podendo ser no músculo ou embaixo da pele. Aplique com calma, para evitar a formação de caroço no local da vacina.
  • Siga as recomendações de limpeza, utilize a agulha certa, desinfetada e trocada com frequência.
  • Não se esqueça de preencher a declaração de vacinação e entregá-la no serviço veterinário oficial do seu estado junto com a nota fiscal de compra das vacinas.



Palestra: Gedave Agrotóxicos

Produtores entregam embalagens durante a Operação Campo Limpo realizada em Guaratinguetá, em outubro. Foto: Wilson Silvaston

Com o objetivo de atualizar os produtores rurais sobre a implantação do Gedave Agrotóxicos, a Associação Agropecuária de Guaratinguetá, em parceria com a Defesa Agropecuária, promove a palestra "Armazenamento de Agrotóxicos em Propriedades Rurais e Cadastro no Sistema Gedave". 

As apresentações gratuitas acontecem neste mês, nas cidades de Lagoinha, Cunha e Guaratinguetá, e serão ministradas pelo assistente de planejamento da Defesa Agropecuária de Guaratinguetá, Márcio Lima. 

Novas regras
A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo implantou, neste ano, o monitoramento de toda a cadeia de agroquímicos e afins, por meio do Sistema de Gestão de Defesa Animal e Vegetal (Gedave). O controle será executado pela Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) da secretaria, em todo o estado, para impedir o comércio e o uso de produtos ilegais, que podem causar danos ao meio ambiente e a quem aplica.

Programação das palestras
Lagoinha
Data: 8/11 - 18h 
Local: Escritório da Associação – R. Benedito Alves da Rocha, 196, Centro

Cunha
Data: 12/11 - 18h
Local: Auditório Elias José Abdala (antigo cinema) – R. Dolmino, 113, Centro

Guaratinguetá
Data: 13/11 - 19h
Local: Sede da Associação, Praça Santo Antônio, 176, Centro

Começa 2ª fase da vacinação contra Aftosa

Fêmeas também devem ser vacinadas contra Brucelose

Foto: Divulgação

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento deu início, no dia 1º de novembro, à segunda fase da vacinação contra febre Aftosa no estado de São Paulo. Até o dia 30 deste mês, todo o rebanho bovídeo (bovino e bubalino) com idade até 24 meses deverá ser imunizado, incluindo os animais já vacinados na primeira etapa, em maio. 

Em relação a Brucelose, a dose deve ser aplicada nas fêmeas bovinas e bubalinas de três a oito meses. A vacinação é feita uma única vez.

Após o período das vacinações, o pecuarista tem até o dia 7 de dezembro para comunicar ao órgão oficial de Defesa Agropecuária ou por meio do sistema informatizado Gedave, pelo site www.defesa.agricultura.sp.gov.br. 

Vale lembrar que a imunização é obrigatória e o criador que não vacinar e/ou comunicar à Defesa, deverá pagar multa de 5 UFESPs (R$ 117,75) por cabeça não vacinada e 3 UFESPs (R$ 70,65) por cabeça não comunicada.

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Sistema de manejo de pasto inovador é tema de palestra

Foto: Hyanne Patricia

Técnicos e produtores de leite da região participaram, no dia 18 de setembro, no Sindicato Rural de Guaratinguetá, de uma palestra gratuita sobre manejo de pasto para gado leiteiro, ministrada pelo engenheiro agrônomo PhD, pesquisador e consultor da Transpondo - Pesquisa, Treinamento e Consultoria, Dr. Wagner Beskow. 

No encontro, os participantes aprenderam sobre o “SIPS – Sistema Intensivo a Pasto com Suplementação”, um método de manejo de pasto inovador que visa custos baixos e alta produtividade.

Confira o artigo enviado pelo Dr. Wagner Beskow após a palestra neste link: 

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Sistema Intensivo a Pasto com Suplementação

Foto: Hyanne Patricia / Dr. Wagner Beskow durante palestra sobre o SIPS na sede do Sindicato Rural de Guaratinguetá

O SIPS – Sistema Intensivo a Pasto com Suplementação, é um sistema de manejo que se originou da necessidade de conseguirmos, de alguma maneira, fazer com que o produtor de leite obtivesse uma maior rentabilidade na atividade leiteira, preservando ou minimizando seu esforço, sua mão de obra, não se contentando com baixa produtividade por vaca (o que normalmente caracteriza sistemas que dependem do pasto), desmitificando aquela ideia do pasto como bandeira político ideológica e, sim, o pasto dentro de uma visão moderna de uso de tecnologia e de recursos que sejam viáveis ao produtor.

A cadeia leiteira mundial vive um contexto de desafios e a nossa não é exceção, com vários produtores saindo da atividade, mas isso pode ser visto de forma positiva, porque é uma seleção para produtores mais profissionais, um caminho natural e necessário na atividade leiteira.

Para atingir o objetivo desse sistema: alta ingestão de pasto, pasto como alimento de altíssima qualidade quando bem manejado e bem fertilizado. Mas reconhecendo que aqui na região somente o uso do pasto leva a uma produção de até 12 litros de leite por vaca, sendo necessário o uso do concentrado, com a ração.

É preciso desmitificar que o uso da ração, que o produtor erroneamente acha que é o vilão da atividade leiteira, mostrando que o vilão é a baixa qualidade do volumoso, inclusive pasto. Então, na medida que temos um volumoso de alta qualidade, com alta digestibilidade, energia e proteína, é possível reduzir o uso da ração por litro de leite, saindo de 3 litros de leite por quilo de ração para até 4,5 litros, excepcionalmente em alguns momentos, 4,8 litros de leite por quilo de ração para vacas de alta produção. Nesse sistema, nós visamos 25 litros numa Girolando em região tropical e de 28 litros a 34 litros numa Holandesa em momentos sem estresse por calor.

O grande fator que tem feito com que se destruam propriedades, em solo e renda das pessoas, é a falta de planejamento, falta de produção de volumoso para períodos secos, obrigando que os animais rapem as pastagens. Quando temos esse suplemento guardado, e por suplemento nos referimos a tudo que é dado no cocho, conseguimos manter a cobertura vegetal a não menos que 28% do ponto de entrada, é o resíduo remanescente mínimo que recomendamos. Mantendo isso não temos compactação de solo e temos preservação da reserva da planta para reprota, tanto de carboidratos como de folhas. 

Nesses aspectos de manejo, chamamos atenção para a entrada no pasto com as folhas dobrando lá em cima, não retas e não excessivamente dobradas para baixo (com os anos percebemos essa correlação com a altura). Se nos mantivermos nisso aí e utilizarmos o volumoso conservado como a silagem para aliviar as pastagens quando falta pasto, abrir espaço no rumi, diminuindo silagem fornecida para vaca para que aumente o consumo, conseguimos manter a pastagem sempre dentro desses limites, jamais encanada ou rapada.

O produto da pastagem é a lâmina folhear verde. É a folha, e nunca a cana, a semente, a flor. Então, quando vemos pasto excessivamente grandes e encanados, temos que saber que está perdendo dinheiro, a vaca não está conseguindo colher e está tendo grande perda de produção, desempenho animal e produtividade de pasto ao longo do ciclo também.

Tudo isso foi tratado (na palestra) dentro de um contexto de desafio internacional, da necessidade de sermos competitivos, da importância de não haver uma dependência nem expectativa de governo que faça milagre dentro da cadeia leiteira.

Esse SIPS permite custos mais baixos que a Nova Zelândia, com margens muito maiores, é o motivo pelo qual ele tem dado certo e em todo o Brasil tem ajudado famílias a aumentarem significativamente sua renda, superando 7 mil reais de lucro por hectare/ano e não há motivo nenhum para que o Vale do Paraíba fique para trás. Muito pelo contrário, já liderou a história do leite no Brasil, tem todas as condições naturais para isso, e fiquei muito entusiasmado com o nível de conhecimento dos participantes e o grau de interesse.

Dr. Wagner Beskow

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Operação Campo Limpo em Guaratinguetá

Foto: Hyanne Patricia

Amanhã, 17/10, produtores rurais de Guaratinguetá devem devolver embalagens vazias de defensivos agrícolas, durante a “Operação Campo Limpo”. A ação será realizada das 9h às 16h, na sede da Secretaria de Agricultura, na Rua Alberto Barbeta, número 1400, no bairro Jardim Coelho Neto.

Lembre-se: para efetuar a entrega, é preciso apresentar CNPJ, Inscrição Estadual, nome completo e endereço da propriedade. Além disso, as embalagens devem estar vazias, perfuradas e, no caso de produtos líquidos, passar pela tríplice lavagem.

A Operação Campo Limpo é promovida pela Associação Agropecuária e a Cooperativa de Laticínios Serramar, com o apoio do InPev e prefeituras das cidades participantes.