sexta-feira, 29 de abril de 2016

Campanha Nacional de Vacinação Contra a Febre Aftosa


O Ministério da Agricultura dará início neste domingo, dia 1º maio, a Campanha Nacional de Vacinação Contra a Febre Aftosa no estado de São Paulo. Nessa primeira fase, que segue até o dia 31, devem ser imunizados os bovinos e bubalinos de zero a 24 meses de idade.

A Coordenadoria de Defesa Agropecuária de Guaratinguetá, que responde por 17 municípios, estima que aproximadamente 110 mil animais devam ser imunizados, em 3.946 propriedades rurais na sub-região.

Após o prazo o criador tem até o dia 7 de junho para comunicar a vacinação ao órgão ou fazer o registro por meio do sistema informatizado Gedave. Quem não aplicar o medicamento ou comunicar o procedimento pode pagar multa que varia de R$ 70 a R$ 117 por animal.

Há 20 anos o Estado não registra casos da doença e a meta é continuar com o rebanho imunizado para evitar os prejuízos, com as restrições comerciais. “A pecuária é um importante segmento do agronegócio regional e manter a febre aftosa longe é fundamental para a segurança desse negócio”, alertou Thiago Chaves, presidente da Associação Agropecuária de Guaratinguetá.

A febre aftosa é causada por um vírus que não tem cura e provoca o surgimento de feridas na boca, que dificultam a alimentação do animal e provocam a perda de peso. No caso das vacas leiteiras, ocorre a redução na produção de leite. Os sintomas também incluem salivação em excesso, isolamento e dificuldade em se movimentar. Todos os animais que são infectados são sacrificados e enterrados.

Brucelose
A Coordenadoria de Defesa Agropecuária informa também que durante o mês de maio inicia o período para que os criadores de bovinos e bubalinos apresentem o comprovante de vacinação contra a brucelose, nas fêmeas com faixa etária entre 3 e 8 meses. O prazo para o registro também é sete de junho.

Em São Paulo a imunização contra a doença é obrigatória desde 2002. A Bucelose é uma zoonose (doença que acomete homens e animais) infecto-contagiosa causada pela bactéria Brucella abortus.

Nos bovinos pode causar abortamento; nascimento de bezerros fracos; retenção de placenta; repetição de cio e descargas uterinas com grande eliminação da bactéria, além de inflamação nos testículos.

Serviço
A Associação Agropecuária e do Sindicato Rural de Guaratinguetá realizam o preenchimento do controle de animais vacinados para seus associados durante o período da Campanha. Basta procurar um dos escritórios e requisitar o atendimento. Mais informações pelo telefone (12) 3132-4400.  

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Soja ganha espaço na região


Produtor investe na plantação de soja em Guaratinguetá

Reduzir os custos com alimentação do rebanho e promover a rotatividade de culturas. Esses foram os fatores que motivaram o produtor de leite Benedito José França Guimarães a investir na plantação de soja.

Já na primeira tentativa em 2015, colheu cerca de 70 toneladas do grão em uma áre de 23 hectares, na propriedade em Guaratinguetá. Usada como complemento na ração dos animais, a soja gerou uma economia de aproximadamente 32 mil reais durante quatro meses de consumo.

Satisfeito com o resultado, Benedito ampliou a área plantada neste ano para 34 hectares e já planeja dobrar essa extensão em 2017. "Quando compramos a soja, estamos pagando todo o custo com transporte desse produto que vem de longe. 
Plantando o grão consegui uma redução expressiva no valor do insumo" explicou.

Como Benedito, outros três produtores da região também iniciaram o plantio do grão em 2016. Além do benefício econômico, o cultivo da soja insere mais uma opção no processo de rotação de culturas, possibilitando a alternância com milho, cana, arroz e pastagem, resultando melhorias nas condição do solo das propriedades.

"Essas iniciativas estão derrubando o preconceito que existia em relação a soja na região, mostrando que é possível produzir com bons resultados e ainda lucrando", disse Thiago Chaves, presidente da Associação Agropecuária de Guaratinguetá.