segunda-feira, 30 de maio de 2016

Inscrição no Cadastro Ambiental tem prorrogação no prazo para mais um ano

Atenção produtores rurais! Foi prorrogado o prazo de inscrição no Cadastro Ambiental Rural (CAR) por um ano através da Medida Provisória nº 724, publicada no dia 4 de maio deste ano. Agora, os agricultores familiares têm até o dia 5 de maio de 2017 para se inscreverem. 

Entretanto, a alteração é exclusiva para quem tem imóveis com até quatro módulos fiscais. Já para os proprietários com imóveis superiores a este número não houve prorrogação do prazo.     
Vale ressaltar que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) informou que o Estado de São Paulo apresentou um dos melhores desempenhos do Brasil no mapeamento das propriedades rurais por meio do Cadastro Ambiental Rural. Dos 56,4 milhões de hectares cadastráveis na região Sudeste, 45,6 milhões se registraram. 

Marca assegurada graças aos esforços da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo por meio de uma mobilização iniciada em fevereiro do ano passado, informando aos produtores sobre a importância da participação no cadastro.

De lá para cá houve um aumento de mais de 60% na adesão das 324.559 propriedades paulistas, que hoje chegaram a marca de 90,86% no cadastro.  

Exigido pelo novo Código Florestal, o cadastro faz um levantamento das informações georreferenciais do imóvel rural, como delimitação das Áreas de Proteção Permanente (APP), Reserva Legal (RL), remanescentes de vegetação nativa, área rural consolidada e de interesses social e de utilidade pública. 

Um dos pontos importantes do cadastro é a segurança jurídica, principalmente no acesso às linhas de crédito, seguro rural, licenças e autorizações.  Com ele, os proprietários poderão ampliar a área de vegetação nativa através do Programa de Regularização Ambiental (PRA), iniciando um trabalho de estímulo as parcerias locais, com abertura para entidades do setor. Sem o cadastro, a adesão fica impossibilitada. 

Das 273.201 propriedades com até quatro módulos fiscais, mais de 90% já estão cadastradas no sistema, representando uma área de 4,8 milhões de hectares. Acima dos quatro módulos foram atingidos 82,76% dos imóveis rurais. 

Com mais de 80% de todos os imóveis do Estado, os pequenos e médios proprietários estão no foco das ações da Secretaria de Agricultura. Mutirões foram realizados com a colaboração de parceiros, como técnicos e cooperativas. Capacitações ocorreram, melhorando a conscientização sobre a Lei Ambiental assim como por meio das divulgações informativas na imprensa.  

O cadastro no CAR é requisito obrigatório para que as propriedades façam adesão ao PRA, restaurando áreas degradadas ou alteradas nos próximos 20 anos, com metas estipuladas a cada dois anos pela Secretaria de Agricultura do Estado. 

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Prefeitura de Guaratinguetá libera verba de R$ 150 mil para festa de Santo Antônio e Expoguará



Entidades beneficentes ganham barracas para levantarem recursos nos 13 dias de evento no Recinto de Exposições

O prefeito de Guaratinguetá, Francisco Carlos Moreira dos Santos, liberou hoje (19/05) a subvenção no valor de R$ 150 mil à Paróquia de Santo Antônio como forma de apoio ao megaevento que acontecerá do dia 1 a 13 de junho, no Recinto de Exposições, comemorando também os 386 anos da cidade. A festividade terá shows, apresentação de quadrilhas, barracas com gastronomia típica caipira, palestras, concurso leiteiro, provas de cavalos das raças mangalarga e pampa, além de muitas outras atrações.

Durante a assinatura da parceria, o administrador municipal afirmou que a cidade “está dando um grande avanço em eventos no Recinto”. E ainda recebeu representantes de entidades beneficentes da cidade que montarão, gratuitamente, barracas nos 13 dias de festa.

De tudo que as entidades venderem, 70% irão para os projetos internos desenvolvidos na cidade e 30% ficarão com a Paróquia de Santo Antônio, que também irá fazer doações para muitas entidades inscritas no Fundo Social de Solidariedade.

“Vocês são os grandes parceiros”, mencionou Francisco Carlos aos representantes das entidades que compareceram ao gabinete.


Solidariedade 
Para trabalharem nos 13 dias do evento, todas as entidades convidadas passaram por várias reuniões onde o foco foi o desenvolvimento de capacitações de olho na profissionalização dos serviços prestados. “Queremos que vocês se capacitem, se estruturem para que possam participar de todos os eventos, abrindo espaço para arrecadação de recursos. É mais uma fonte de renda”, explicou o organizador da festa de Santo Antônio e ExpoGuará, Wagner Blásio.

A diretora social da Apae (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais), Eliana Giannico, disse que a entidade terceirizou a produção de lanches em sua barraca para agilizar o atendimento e dar um salto na qualidade do serviço oferecido à população. “É uma renda extra que vai nos ajudar muito. Foi bom darem esta abertura porque não tínhamos condições de tocarmos a barraca nos 13 dias do evento. A terceirização foi muito bem vinda e vai aumentar nossa arrecadação”, contou Eliana.

Segundo a representante do centro feminino da Fazenda Esperança (Mãe da Esperança), Marcela Nogueira, montar a barraca na festa será uma grande oportunidade para divulgação das fazendas que existem Brasil afora, onde milhares de dependentes químicos se recuperam. “Estamos muito gratos pela oportunidade”, agradeceu Nogueira.     

Participarão da festa com barracas as seguintes entidades: Creche Nova Vida, Apae, Guarda Mirim, Comunidade Anuncia-me, Casa do Puríssimo Coração de Maria, Casa Betânia, Fazenda da Esperança, Paróquia Santo Antônio, Fundo Social de Solidariedade e projeto Jovem em Cristo. 




"Uma festa para somar"!



Em coletiva de imprensa, autoridades apostam no sucesso das Festas de Santo Antônio, Aniversário de 386 anos e Expoguará, no Recinto de Exposições

Uma festa para transformar o Recinto de Exposições de Guaratinguetá em referência regional para a realização de eventos. Esta foi uma das propostas apresentadas durante coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (19/5), na Secretaria de Turismo, para divulgar os detalhes do evento que vai reunir a festa de Santo Antônio, Aniversário de 386 anos da cidade e Expoguará, que acontecerão simultaneamente, do dia 1º a 13 de junho.

De acordo com o prefeito de Guaratinguetá, Francisco Carlos Moreira dos Santos, a proposta de unir as festas surgiu justamente da ideia de transformar o Recinto de Exposições em referência regional. “É o único espaço no eixo Rio - São Paulo com uma estrutura para vários eventos ao lado da Via Dutra. Levar as principais festas da cidade ao local vai fazer com que todos vejam o Recinto como um ponto de referência, abrigando cada vez mais eventos.” 

O administrador municipal ainda afirmou que a expectativa é muito positiva em relação ao sucesso desta nova versão das festas. “Temos que somar, multiplicar, fazer uma progressão geométrica. A cidade tem tudo para se tornar um destino para eventos”. 

Após o discurso, o prefeito fez questão de destacar que parte do lucro da festa será revertido às entidades sociais do município por meio do Fundo de Solidariedade. 

O secretário de turismo, Célio Leite, declarou que a realização do megaevento vai mostrar que a cidade recebeu com direito o título de estância turística, concedido em 2014 pelo Governo do Estado de São Paulo. “Estamos dentro de uma região com um forte circuito turístico religioso e a força da marca da Expoguará vai nos ajudar para fazermos um grande evento”, falou aos jornalistas. 

Para o Vigário Geral Padre Antônio Peixoto, que representou na coletiva o pároco Padre Narci Jacinto Braga, a união das Festas vai mostrar como é importante somar forças. “É bom quando a gente soma e esta festa está vindo para somar e multiplicar. Eu acredito que Guará é uma terra muito bençoada e essa união vai enaltecer ainda mais a cidade”, disse o padre.

O presidente do Sindicato Rural de Guaratinguetá, Fábio Públio, também mostrou confiança na parceria e espera que o público aproveite os 13 dias de festas, inclusive com uma valorização do segmento agropecuário. “Os shows e atrações acabam chamando a atenção do público, que vai até a festa e paralelamente acaba conhecendo um pouco também da força do agronegócio de nossa região, que é o principal objetivo da programação técnica da Expoguará.”

O vice-presidente da Associação Agropecuária, Eduardo Cavalca destacou a proximidade entre os temas como garantia de sucesso para o sucesso. “A Festa de Santo Antônio é uma das tradicionais festas juninas do país e tem uma relação muito próxima com o homem do campo, que é também o principal público de interesse da Expoguará, o que leva a crer que essa união tem tudo para dar certo”. 
Confira a programação completa da Festa de Santo Antônio e Expoguará, além dos shows gratuitos e com bilheteria, no site: www.santoantonioguara.com.br

terça-feira, 10 de maio de 2016

SURTO DE RAIVA PREOCUPA PRODUTORES

 

Com vários casos registrados, a raiva tem preocupado pecuaristas e autoridades sanitárias no Vale do Paraíba.

Para combater a doença é necessário efetuar a vacinação dos animais a partir do 4º mês de vida, com reforço após 30 dias. O procedimento deve ser repetido anualmente.

Mas além do medicamento, o controle de zoonoses, com extermínio dos morcegos hematófagos é essencial para o combate à doença. E para que isso aconteça é necessário um diagnóstico laboratorial da raiva.

"Não há vacina por melhor que seja que proteja 100% dos animais se outros cuidados não forem tomados. Diante do diagnóstico clínico e laboratorial, aciona-se a defesa agropecuária, que identifica os morcegos hematófagos, envenena-os com uma pasta (warfa-rim), que lava a contaminação de toda a colônia", explicou o médico veterinário Sérgio Antunes Marques.


Sintomas

Raiva é doença fatal pra animais e homens (zoonose) e a sua evolução após o aparecimento dos sintomas é de 3 a seis dias. A incubação da doença pode varias de dias até 6 meses, dependendo da região mordida pelo morcego.

Sintomas mais freqüentes começam com: isolamento do animal, andar cambaleante, quedas freqüentes, salivação fina, visão alterada, espasmos abdominais, fezes secas, falta de apetite, e por vezes prurido. Por volta do 3º dia, o animal cai, faz movimentos de pedaladas e morre em seguida.

Marques também alerta aos criadores para não colocar a mão na boca do animal, para evitar possíveis contaminações. "A raiva em nossa região é endêmica e por isso é preciso ficar atento, quando suspeitar da doença, avise um dos veterinários da sua Cooperativa" alertou Marques.



segunda-feira, 9 de maio de 2016

Clima favorece safra de arroz


O produtor de Guaratinguetá Eduardo Cavalca acompanha a colheita de arroz em sua propriedade.

Depois da seca de quase três anos, as chuvas voltaram  com força em 2016 e devem garantir uma safra recorde para os produtores de arroz do Vale do Paraíba, que estão finalizando a primeira colheita do ano. Somente a COOPAVALPA (Cooperativa dos Produtores de Arroz do vale do Paraíba) espera comercializar 220 mil sacas de 60 Kg.

O resultado representa um aumento de 57% em relação a 2015, quando a entidade vendeu 140 mil sacas.
"Além de água em abundância, tivemos outros fatores favoráveis como o calor e luminosidade, que garantiram o desenvolvimento das plantas em quantidade e qualidade" contou Rodrigo Amadei, Engenheiro Agrônomo da COOPAVALPA.

Mas apesar do bom desempenho da safra as projeções são negativas para os produtores de arroz da região. Isso por que o preço do grão não acompanhou a alta dos insumos, que ficaram entre 25% e 30% mais caros. "Tivemos aumento nos adubos, defensivos, diesel, eletricidade e mão de obra e para agravar a situação o ponto de arroz está sendo vendido por R$0.89, valor abaixo do que está sendo comercializado em 2015, quando custava R$0.96", explicou o produtor de arroz de Guaratinguetá Eduardo Cavaca.

Outro fator que tem atrapalhado é que os cerealistas da região estão comprando menos, o que tem obrigado alguns agricultores a buscar outros mercados consumidores, elevando os custos  com transporte. " Com a crise os cerealistas estão com pouco capital para investir em estoque e por isso reduziram o volume de compra do arroz", disse Rodrigo Amadei.

Para enfrentar o momento, o engenheiro agrônomo da Cooperativa lembra que a união é fundamental. "O mercado não está favorável e o pequeno produtor é o principal prejudicado , pois ele não tem condições de arcar com o prejuízo, por isso o momento pede união de forças, para precionar por melhores preços", cobrou Amadei.
Atualmente a COOPAVALPA conta com 42 cooperados das cidades de taubaté, Tremembé, Pindamonhangaba, Roseira, Potim, Aparecida, Guaratinguetá, Lorena e Canas.