segunda-feira, 9 de maio de 2016

Clima favorece safra de arroz


O produtor de Guaratinguetá Eduardo Cavalca acompanha a colheita de arroz em sua propriedade.

Depois da seca de quase três anos, as chuvas voltaram  com força em 2016 e devem garantir uma safra recorde para os produtores de arroz do Vale do Paraíba, que estão finalizando a primeira colheita do ano. Somente a COOPAVALPA (Cooperativa dos Produtores de Arroz do vale do Paraíba) espera comercializar 220 mil sacas de 60 Kg.

O resultado representa um aumento de 57% em relação a 2015, quando a entidade vendeu 140 mil sacas.
"Além de água em abundância, tivemos outros fatores favoráveis como o calor e luminosidade, que garantiram o desenvolvimento das plantas em quantidade e qualidade" contou Rodrigo Amadei, Engenheiro Agrônomo da COOPAVALPA.

Mas apesar do bom desempenho da safra as projeções são negativas para os produtores de arroz da região. Isso por que o preço do grão não acompanhou a alta dos insumos, que ficaram entre 25% e 30% mais caros. "Tivemos aumento nos adubos, defensivos, diesel, eletricidade e mão de obra e para agravar a situação o ponto de arroz está sendo vendido por R$0.89, valor abaixo do que está sendo comercializado em 2015, quando custava R$0.96", explicou o produtor de arroz de Guaratinguetá Eduardo Cavaca.

Outro fator que tem atrapalhado é que os cerealistas da região estão comprando menos, o que tem obrigado alguns agricultores a buscar outros mercados consumidores, elevando os custos  com transporte. " Com a crise os cerealistas estão com pouco capital para investir em estoque e por isso reduziram o volume de compra do arroz", disse Rodrigo Amadei.

Para enfrentar o momento, o engenheiro agrônomo da Cooperativa lembra que a união é fundamental. "O mercado não está favorável e o pequeno produtor é o principal prejudicado , pois ele não tem condições de arcar com o prejuízo, por isso o momento pede união de forças, para precionar por melhores preços", cobrou Amadei.
Atualmente a COOPAVALPA conta com 42 cooperados das cidades de taubaté, Tremembé, Pindamonhangaba, Roseira, Potim, Aparecida, Guaratinguetá, Lorena e Canas.

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