sexta-feira, 20 de julho de 2018

Perigo dos roedores para a produção de leite

Texto: Manoela Machado

O Brasil é um dos maiores produtores de leite do mundo. Segundo dados do IBGE, em 2017 o País produziu 24,12 bilhões de litros de leite, um acréscimo de 4,1% em relação a 2016. Além do desafio de aumentar a captação de leite, o pecuarista deve ficar atento à qualidade do produto, o que envolve as boas práticas agrícolas e questões sanitárias. Sobre este último ponto, é preciso deixar a propriedade livre de roedores, responsáveis pela transmissão de perigosas doenças, um tema muito importante nos protocolos de qualidade quando falamos da produção de leite no Brasil.

Os roedores são uma das principais pragas que podem afetar uma fazenda leiteira. Nessas propriedades, os ratos encontram uma disponibilidade permanente de pelo menos três elementos: espaço para desenvolver suas colônias, alimento (ração balanceada) e água, junto a outro fator adicional, que é a influência do homem. As espécies de roedores comensais mais comuns são o rato da noruega, o rato de telhado e o camundongo.

Esses animais podem danificar cabos elétricos e até provocar curtos-circuitos. A incidência dessa praga também contamina a ração e o ambiente, por meio das fezes e urina, além de danificar as estruturas atingidas.  Eles também são capazes de transmitir mais de 35 doenças aos animais e aos seres humanos, entre elas, a Salmonella e a Leptospirose. Sobre esta última, de acordo com o Levantamento do Ministério da Saúde, 2.547 casos em humanos foram confirmados e notificados durante 2017. O que gera problemáticas críticas à indústria alimentícia e a saúde de quem trabalham nessas propriedades.

"Para controlar roedores em ambientes tão complexos é indispensável contar com conhecimento, capacitação e treinamento. Desta forma, é preciso haver um programa integral de controle focado no conhecimento que inclua uma fase de diagnóstico para detectar a espécie presente, a dinâmica populacional e os riscos que podem trazer a ocorrência de roedores", explica Valeska De Laquila, gerente de negócios da BASF.

A prevenção e controle de roedores em áreas rurais devem vir acompanhados de programas profissionais simples, eficazes e sustentáveis para assegurar a entrega de um produto de máxima qualidade e segurança.

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