segunda-feira, 20 de agosto de 2018

PIB do agronegócio do Brasil deve crescer 3,4% em 2018, prevê Cepea

Crescimento deverá ser menor que o apontado no ano passado, quando o PIB do agronegócio saltou 7,6%

Foto: Seagro/Divulgação

O PIB do agronegócio, que responde por pouco mais de 20% da atividade econômica do Brasil, deverá crescer 3,4% em 2018, impulsionado por uma retomada da atividade da agroindústria, estimou em julho o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP.

O crescimento deverá ser menor que o apontado no ano passado, quando o PIB do agronegócio saltou 7,6% com a força do setor primário turbinado por uma safra recorde de vários produtos, como soja e milho.

Mas, ainda assim, a estimativa para este ano indica que o PIB do agronegócio ficará acima do que deve crescer a economia brasileira como um todo (1,5%, segundo a última pesquisa Focus, do Banco Central), em meio aos efeitos de uma greve histórica de caminhoneiros, em maio.

Crescimento maior
O resultado do setor primário do agronegócio em 2018 deve limitar um crescimento maior do PIB do setor, apesar de uma safra recorde de soja já colhida – a oleaginosa é o principal produto do segmento no país. Isso porque o Brasil deverá colher menos milho, laranja e cana este ano, por exemplo.

"São dois anos seguidos de alta bem importante. Ainda é uma taxa bem alta, até se a gente comparar com o PIB geral do Brasil", disse à Reuters a pesquisadora da equipe de macroeconomia do Cepea Nicole Rennó.

A pesquisa, realizada em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), mostrou ainda que a agroindústria continua se recuperando, com aumento de volumes, o que "estimula demanda por serviços, transporte e serviços financeiros", disse a pesquisadora.

A agroindústria sofreu no início do ano passado, especialmente aquela que depende mais do mercado interno, para iniciar uma recuperação posteriormente.

A previsão, realizada com base em dados do primeiro quadrimestre do ano, não leva em conta impactos da greve dos caminhoneiros realizada em maio, quando o transporte foi praticamente paralisado em boa parte do mês, afetando fortemente o setor.

Mesmo a tabela do frete rodoviário mínimo, instituída após a greve, é outro fator que pode liminar o agronegócio, que responde por mais de 40% de tudo que é transportado por rodovias.

"A gente imagina que isso vai ter um impacto no PIB que sentiremos mais para frente", disse a pesquisadora.

A expectativa, por ora, é de que o PIB do agronegócio estimado pelo Cepea, que inclui o setor primário e de indústrias antes (insumos) e depois da porteira, represente 21,2% da economia do Brasil.

Fonte: G1

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