segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Conheça as principais pragas e doenças de solo

Fatores como umidade, temperatura, época de plantio, profundidade de semeadura, germinação, vigor das sementes e, principalmente, o ataque de fungos e insetos presentes no solo são fatores que influenciam o desenvolvimento inicial das plantas e são capazes de comprometer entre 10 e 40% o potencial produtivo do cultivo.

Conheça algumas das principais pragas e doenças que não podem passar despercebidas na hora de planejar o controle fitossanitário nas lavouras:

PRAGAS DE SOLO:
Lagarta-elasmo (Elasmopalpus lignosellus): 
A praga consegue danificar significativamente as lavouras, em curto intervalo de tempo. A incidência está diretamente relacionada ao clima seco e o manejo que antecedeu o cultivo a ser realizado, o que favorece o aumento populacional da praga. Os danos são mais expressivos em solos leves e bem drenados.
Cultivos atingidos: amendoim, arroz, feijão, milho, soja e trigo.
Danos: As larvas atacam o colo das plantas, interrompendo o crescimento, provocando murchamento e a morte do cultivo.

Tamanduá-da-soja (Sternechus subsignatus): 
É uma praga de difícil controle. A incidência é maior em solos sem remoção, onde é realizado o
cultivo mínimo (redução do uso de máquinas sobre o solo) e o plantio direto.
Cultivos atingidos: soja e feijão.
Danos: O inseto raspa o caule das plantas, desfia os tecidos de suporte e translocação de seiva. Quando há alta incidência, o dano chega a ser irreversível, podendo afetar até 100% das plantas. Se o ataque ocorre na fase final do desenvolvimento do cultivo, as larvas se localizam na haste principal, podendo quebrar a planta apenas com o vento ou chuva, reduzindo o rendimento e dificultado a colheita.

Coró (Phyllophaga cuyabana): 
O pico populacional dos adultos coincide com a semeadura das lavouras, o que favorece o desenvolvimento de novos individuos. Nessa época, a temperatura média do ar favorece o aparecimento da praga. Em áreas cultivadas gramíneas, a população do inseto geralmente é mais elevada.
Cultivos atingidos: soja e milho
Danos: Os prejuízos ocasionados às culturas são indiretos, impactando a capacidade de absorção de água, nutrientes, e, consequentemente, o desenvolvimento e o potencial produtivo. Na cultura da soja por exemplo, os danos podem reduzir as raízes em até 35%.

DOENÇAS DE SOLO:
Tombamento (Rhizoctonia solani): 
O fungo causa podridões nas raízes no início do crescimento das plantas, impactando no desenvolvimento, vigor e na germinação da semente. A presença da doença está ligada às condições do solo e culturas anteriores.
Cultivos atingidos: milho, soja, sorgo, algodão, amendoim, arroz, feijão, pastagem e girassol.
Danos: O fungo pode provocar danos no sistema radicular, consequentemente um mal desenvolvimento da planta, deformando os caules e raízes do cultivo. Além disso, a doença compromete a pigmentação das folhas e causar necrose do tecido vascular, comprometendo a tranlocação de água e nutrientes. A proliferação da doença é favorecida na primavera, quando as temperaturas do solo são mais baixas e a umidade elevada.

Antracnose (Colletotrichum dematium var. truncata): 
É a doença que permance no solo e uma das mais importante da soja, principalmente quando ataca a cultura na época de formação das vagens. Quando as plantas jovens são afetadas, pode ocasionar a morte das mesmas, reduzindo o estande das lavouras.
Cultivos atingidos: soja
Danos: Os principais danos são devido à queda ou escurecimento e redução do número de vagens. Também, o fungo dificultar a colheita, pois interfere na dessecação da planta tornando-a desuniforme.

Fonte: Blog BASF Agro

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